Jamile dertkigil

Na separação quem fica, com o quê?

Você fica mal, e eu fico bem!
Quando o casal está bem, tá tudo bem!
Ninguém pergunta com quem vai ficar a casa, o carro, a geladeira, o fogão, retratos, conversas, amigos, segredos, a família que ganhamos…. E por aí vai, neste momento estamos casados com comunhão de intenções, querendo construir algo “nosso”!
Mas na separação…. Todos começam a pensar com quem vai ficar cada coisa, quem investiu mais, quem colocou mais dinheiro. O que é justo, ou injusto. E essa conclusão também depende dos motivos da separação, a torcida pode pender para um lado ou para outro. Muitas fake news, como está na moda dizer.
Em cada separação, a polêmica está lançada. Façam suas apostas!
Fico pensando que outras perguntas podíamos fazer, se substituíssemos a palavra dinheiro por emoções ou sentimentos?
Quem pagou aquela raiva? Quem ganhou aquele prazer?
Quem pagou o carro, pode dizer que o carro é dele? E o que o parceiro (a) contribuiu trabalhando, no mercado, na economia doméstica, ajudando a fazer escolhas mais assertivas?
Quanto custou não ter saído para tomar um chopp com os amigos? Quanto custou não ter ido viajar nas férias? Quanto custou você não ter dado sorvete para as crianças naquele passeio? Quanto custou? Dá para colocar valor nesta moeda de troca?
A separação não só separa os corpos e os bens. Ela é uma ocasião para rever tudo que investimos naquela relação. Quantos sonhos, expectativas, desejos que foram para o ralo. Quanto dói pensar que tínhamos tanto em comum, a casa, o carro, a geladeira, o fogão, retratos, conversas, amigos, segredos, a família que ganhamos…. Quanto investimos emocionalmente para construir tudo isso juntos?
Será que dá para ser justo e apenas legitimar a separação colocando os bens móveis na jogada? Como ficam os bens emocionais? Será que a lei prevê tudo isso?
Como qualificar isso na separação?
A resposta talvez passe por uma reflexão, sem pressa de documentar a posição atual do jogo, sem ouvir a torcida! Decidir sem raiva, sem cegueira. Com mais parcimônia, com mais justiça para ambos!
Perceber cada passo desse oceano azul, pode ser uma forma de se renovar constantemente, reconhecer a importância do outro na sua vida e dar valor para essa relação!
Demoramos tantos anos para se chegar a um acordo bem visto com a guarda compartilhada. Demoramos tantos anos para vencermos preconceitos de que a mãe é sempre a melhor alternativa para os filhos.
É chegada a hora de olhar pra dentro e entender o real motivo da separação, aquele lugar que perpassa várias emoções, que muitas vezes responde automaticamente pelos nossos atos!

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